Chamada de publicação para 2019
2019/1
O SAGRADO E O MEIO AMBIENTE: zonas  urbana e rural, reservas naturais e oceanos
Jan./jun. 2019 - vol. 6 no. 11
Submissão até final de junho de 2019

O SAGRADO E O MEIO AMBIENTE: zonas rural e urbana, reservas naturais e oceanos

A temática é multidisciplinar e aberta a todo tipo de abordagem político-ideológica, religiosa, filosófica, ética, jurídica, histórica, antropológica, sociológica, psicológica, tecnológica, literária e outras, desde que estejam de acordo com os requisitos científicos de publicação de textos e a linha editorial da revista. Aceitam-se também relatos de experiências pessoais acompanhadas de documentação apropriada. A intenção é explorar o debate sobre: 1) o papel do homem como integrante/interventor da natureza; 2) a convocação de uma assembleia especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-amazônia, em outubro deste ano, de efeitos esperados sobre o tema e a conjuntura brasileira; e 3) as posições oficiais ou não das políticas públicas ambientais em curso no Brasil e no mundo, abordagem crítica de modo a proteger a natureza da destruição dos recursos naturais e dos efeitos deletérios da ação humana  sobre ela.

Entende-se sagrado no sentido destacado pelo Dicionário Aurélio, ou seja, tudo o “que merece respeito e veneração”. Citando engenheiro agrônomo e paisagista Rodolfo Geiser: “Por extensão vale lembrar o livro “Decadência e Regeneração da Cultura” de Albert Schweitzer, que propõe ao final como solução “o respeito e a reverência à vida”. À vida em seu conjunto: as plantas, os animais, o homem e toda a biosfera; continentes, ilhas, oceanos, atmosfera e camada superficial da superfície terrestre. Tal visão não necessita forçosamente que se creia em Deus. Pode ser uma visão da vida a partir da ecologia que reconhece e respeita  todo o espaço vital como necessidade para a manutenção e preservação da vida de cada uma das espécies (vivas), incluindo o homem. Uma visão do homem a partir da ecologia e não restrita à cultura. Nesse sentido, claro, todo o espaço vital é sacro. Tanto sob o ponto de vista gnóstico quanto agnóstico.

Trata-se de privilegiar o manejo sustentável da natureza – a consciência de que a natureza deve ser cuidada e respeitada como sagrada, tal como se nota nas manifestações ambientalistas antigas e atuais, voltadas para mudanças de hábitos e valores que perpassam toda evolução humana da paisagem e da ocupação rural e urbana no planeta. A visão do sagrado é, pois, abrangente e ultrapassa a perspectiva materialista da ciência até hoje distante das dimensões sutis da natureza, como, por exemplo, a necessidade premente de transformação cultural e espiritual para superação do egoísmo e da ganância. A esse respeito, vale a pena refletir sobre as palavras do cientista Gus Speth, publicadas no site Ecological Consciousness, divulgadas no Facebook, em 22 de abril de 2018:

Eu costumava pensar que os principais problemas ambientais eram perda de biodiversidade, colapso do ecossistema e mudanças climáticas. Eu pensei que trinta anos de boa ciência poderiam abordar esses problemas. Eu estava errado. Os principais problemas ambientais são o egoísmo, a ganância e a apatia, e para lidar com eles precisamos de uma transformação cultural e espiritual e nós, cientistas, não sabemos como fazer isso.

Vani Terezinha de Rezende
Editora Responsável e coordenadora do dossiê

  • CHAMADAS DE PUBLICAÇÃO

    2019-02-19

    Chamada de publicação para 2019

    2019/1

    O SAGRADO E O MEIO AMBIENTE: zonas  urbana e rural, reservas naturais e oceanos

    Jan./jun. 2019 - vol. 6 no. 11

    Submissão até final de junho de 2019

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    Chamada de publicação para 2018

    2018/2

    RELIGIOSIDADE INDÍGENA E AFRO-BRASILEIRA

    Jul./Dez. 2018 - vol. 5 no. 10

    Submissão até final de novembro de 2018

     

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  • NOTA DA EDITORA: NOVA FASE DA RELICÁRIO

    2019-02-03

     

    Nota da Editora
    NOVA FASE DA RELICÁRIO – REVISTA DO MAS

    Fazer do limão uma limonada deve ser a regra quando, procurando superar
    dificuldades, queremos dar um salto maior. É o que nos propomos ao
    apresentar o v. 5 n. 9/ 2018  da Relicário, revista do MAS – Museu de Arte
    Sacra da Diocese de Uberlândia. Podemos caracterizar este número, que só
    agora colocamos no ar, como o início de uma NOVA FASE desta publicação, uma
    vez que nos vimos obrigados a  mudar de servidor, devido a problemas com o
    antigo servidor,  que se mostraram  insolúveis após várias tentativas de
    correção de falhas técnicas pela prestadora deste serviço de
    hospedagem.Pedimos aos colaboradores, autores e leitores desculpas pelos
    transtornos causados.
    Aproveitamos a oportunidade para transformar esses problemas, que redundaram
    em atrasos, em estímulos que conduziram a algumas mudanças, estas motivadas
    também pela necessidade de atualização do software do Instituto Brasileiro
    de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) que disponibiliza o Sistema de
    Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). As mudanças foram feitas com a
    finalidade de melhorar a apresentação visual da revista, como o topo
    (cabeçalho) que passa a ter um designer minimalista, mantendo, porém, o logo
    e a cor que caracterizam sua identidade. Além disso, a tipografia do site
    foi alterada para se adequar melhor à nova configuração da revista. A nova
    versão 3.1.1 do SEER possui uma interface totalmente remodelada, visando
    facilitar a submissão e o gerenciamento dos artigos. Aprimoramentos
    relativos à facilitação de consultas ao site também foram feitos, como o
    acesso direto às normas, no menu, entre outros.  Com esses esforços, a
    revista, com certeza, passará a circular normalmente, sem atrasos e mantendo
    sua periodicidade.
    O dossiê deste número, intitulado ESPIRITUALIDADE E CIÊNCIA apresenta
    artigos de excelente qualidade, alguns dos quais enviados por participantes
    do Grupo de Estudos “Ciência e Espiritualidade” coordenado pelo professor de
    Filosofia Antiga Dr. Rubens Garcia Nunes Sobrinho, da UFU – Universidade
    Federal de Uberlândia. Confira neste site.
    Vani Terezinha de Rezende
    Editora Responsável

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